Eu sou forte. Pelo menos é o que digo pra mim mesmo, mas a verdade é que existem abismos inteiros entre ser, aparentar, fingir e eu realmente não sei em qual eu caibo. Mas forte mesmo é o meu coração. Tão remendado que aparenta ser uma colcha de retalhos, pobrezinho. Mas eu sempre achei colchas de retalhos a coisa mais bonita feita por costureiros, você não? Costurar pedaços, colar, juntar, fazer laços. É tudo muito bonito que chega a ser poético e você sabe que eu sempre fui fã de poesia. De certo, nunca as entendi. Mas a forma como você as recitava ao pé do ouvido, aquelas palavras, você, tudo isso fazia meu coração se sentir inteiro novamente. E só você é capaz de fazer com que eu me sinta assim, inteiro. Sem você, sou apenas mais uma colcha de retalhos. Bonita? Talvez. Mas ainda aos pedaços.
Querido John   (via querido—john)

(via querido--john)

Parece que todos vivem testando a minha capacidade de suportar tudo com um sorriso no rosto. E talvez não seja coincidência isso acontecer justamente quando tudo parece estar indo bem, sempre haverá alguém tentando apagar o seu sorriso. Malditas pessoas! Parece estar no âmago do ser humano a capacidade de fazer as pessoas infelizes. Soa tão sádico encontrar prazer na desgraça alheia. Da mesma maneira que alguém faz piada de uma grande desgraça que mata centenas de pessoas, alguém vai ver você chorar e vai rir. As pessoas me dão medo, não sei até onde a maldade delas pode chegar. Só sei que sinto raiva, das pessoas, e de mim, por me importar, e me importar muito. Apesar do esteriótipo forte, pequenas coisas são capazes de me machucar. Mas as pessoas não me verão chorando por ai, não darei esse gostinho a eles, vou sangrar dentro desta armadura, vou aguentar firme, vou mostrar a todos eles que a minha capacidade de ser feliz é muito maior do que toda a maldade deles.
Cristian.  

(Fonte: oescritor, via resonares)